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Como será o futebol em 2020?


Como será o futebol da próxima década? Esta foi a pergunta que os jornalistas da “Champions”, revista oficial da Liga dos Campeões, fizeram a diversos profissionais respeitados, nas mais variadas especialidades que cercam o futebol.

Veja algumas das respostas e pense você também. Qual é a grande idéia? O que pode acontecer com o futebol até 2020?

Andrés Iniesta – Os jogadores vão ficar mais fortes, maiores e mais rápidos. Mas o talento individual ainda vai prevalecer. Hoje, por exemplo, Cristiano Ronaldo é fisicamente superior à maioria. No futuro mais jogadores terão condições semelhantes às dele. Mas para talentos como Xavi, o aspecto físico é – e continuará sendo – menos importante.

Louis Van Gaal – Ainda há muito a ser desenvolvido no aspecto mental do futebol. Preparação mental, visualização e imaginação são terrenos com grande potencial para evoluirmos.

Henry Winter (redator do Daily Telegraph) – O torcedor vai se relacionar mais com o seu clube através do telefone celular. Isso pode acontecer de diversas maneiras: compra de produtos, noticiário, debates, assistindo a partidas… Ah, e que tal os ingleses aprenderem a bater pênaltis?

Radomir Antic (técnico que levou a Sérvia à Copa 2010) – “Pedidos de tempo” (como no basquete ou vôlei) deverão ser criados. Além disso é preciso estabelecer cotas de jogadores nacionais nos clubes. O futebol é um jogo global, mas o que vemos hoje é um exagero. No jogo recente entre Arsenal e Portsmouth não havia um só inglês em campo. Na Liga da França há quase mais africanos que franceses. Até a Espanha olha antes para a América Latina que para a sua prórpria casa. Eu também gostaria que as empresas de apostas estivessem menos envolvidas no futebol.

David Villa – A tecnologia pode ser usada para mais acertos na arbitragem e para evitar muitos problemas. De todo modo, o importante é que os jogadores acreditem na ética e em seguir as regras do jogo. Eu espero que isso evolua.

Vladimir Smicer (campeão da Liga em 2005 pelo Liverpool) – O futebol não vai resistir à tecnologia para resolver dúvidas sobre gols, pênaltis e impedimentos. Não vejo qualquer problema no quarto árbitro usar os recursos de vídeo.

Kaká – A violência deve ser banida dos estádios. Eu gostaria de ver mais famílias, mais crianças, mulheres e idosos nos estádios. Mas a violência não permite isso.

Guillem Balagué (redator do diário Ás) - O futebol inglês adotou o estilo latino (abandonando finalmente a idéia de que um futebolista deveria ter o tipo físico de um jogador de rugby). Em dez anos um time inglês terá estilo ainda mais parecido com o do Barcelona. Então as outras ligas também vão ter que se desenvolver fisicamente, tecnicamente e taticamente para compensar.

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Dagmar Dankova (árbritra da final feminina nas Olimpíadas) – Uso de vídeo. Mas só para determinar lances de gol. Não para checar impedimentos ou expulsões. Isso atrasaria demais o jogo.

Phillipe Auclair (biógrafo de Eric Cantona) – As dívidas dos clubes italianos, ingleses e espanhóis vão trazer problemas sérios e a Bundesliga – a liga mais lucrativa e bem administrada do mundo – vai se tornar a mais forte. Os clubes alemães vão dominar as competições européias.

José Mourinho – Todos os aspectos do jogo vão mudar. A TV e os patrocinadores terão ainda mais controle. Com calendários feitos para robôs, não para seres humanos. Amistosos marcados apenas para as federações lucrarem e a ausência de dias de folga farão com que os melhores jogadores se acabem cedo. Espero que os árbitros tenham mais ajuda tecnológica e que haja apoio para a medicina e as ciências ligadas ao esporte.

Karim Benzema – O futebol vai tornar-se definitivamente um “business” de entretenimento. Já posso ver as arquibancadas cheias de poltronas espaçosas e confortáveis. Exatamente como temos hoje nos melhores cinemas. Vai ser um barato!

Daniele De Rossi – Para que o futebol italiano se desenvolva precisamos de mais organização e calendários melhores, sem jogos em dezembro e janeiro, por causa do frio intenso. Os gramados na Itália também são geralmente ruins.

Antonin Panenka (ídolo do futebol tcheco) – Os times têm que ficar mais ofensivos ou o público vai perder o interesse pelo futebol e, consequentemente, haverá menos oportunidades para negócios no esporte. É urgente também estabelecer tetos salariais e de transferências, como acontece, por exemplo, com o hóquei. Rápidos avanços na medicina também são necessários.

Jozy Altidore (atacante americano) – O racismo ainda está aí e ainda é muito difícil para diversos jogadores passar por isso. É preciso mudar e isso acontecerá com a participação efetiva das principais entidades esportivas e dos grandes ídolos do futebol.

Aleksandar Hemon (escritor) – A bolha financeira no futebol já está estourando e vai resultar em uma liga européia apenas para clubes sem dívidas. Eles se organizarão nos moldes dos esportes americanos, sem clubes rebaixados e transferências de jogadores reguladas. Tudo vai ficar muito chato, os jogadores vão fazer o estilo “mauricinho” de Cristiano Ronaldo, feitos para a TV e não para o futebol. Haverá shows no intervalo. Eu

Alex Byars, empresário de marketing em futebol – Haverá festivais multi-esportivos, com jogos de futebol acontecendo na sequência de corridas de F1, partidas de basquete, tênis, etc… Tudo isso tendo como cenário, provavelmente, lugares como o Qatar.

Arséne Wenger – Os jogadores vão continuar evoluindo tecnicamente na próxima década e mais grandes talentos virão da Ásia e da África. As escolinhas de futebol, que já estão espalhadas pelo mundo, vão se multiplicar ainda mais. Serão necessários muitos novos “professores” de futebol. Na China, por exemplo, com 1 bilhão e 400 milhões de habitantes, imagine quantos empregos isso pode gerar…

Edgar Davids – Os jogadores vão ficar mais fortes mentalmente, fisicamente e tecnicamente. Descobriremos novas formas de impedir que o adversário faça gols. Mas eu não gostaria que o futebol se tornasse excessivamente tático na próxima década. Eu detesto a idéia de que o futebol se torne um “jogo de tabuleiro”.

fonte: expresso da bola.

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Caetano Lorenzetti (escritor do blog) - Quanto aos jogadores, acredito que o aspecto físico será cada vez mais importante, e a técnica também será apurada, com mais treino e o uso da tecnologia, adequada também pela arbitragem, já que na história do futebol mundial vários campeonatos foram decididos por erros de árbitros. Maso que eu mais gostaria, é que o futebol continue com sua essência, sem ficar dependente de computadores.

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5 comentários:

Samuka Santos comentou:

Pois é, cada dia o futebol evoluui mais.. =D

muito bom o post!!

estou seguindo, me siga tbm!

http://mundodosamuka.blogspot.com/

10 de outubro de 2010 13:51
Breno comentou:

O uso do vídeo, como mencionado, é uma boa saída.

10 de outubro de 2010 13:58
Francorebel comentou:

No futuro, os jogadores serão humanóides controlados por um técnico/robô, que, por sua vez, é controlado por um computador ligado a um sistema mundial de controle da sociedade que faz com que tudo siga de acordo com as normas e padrões estabelecidos, ou seja, nada muito diferente do que vemos atualmente.

10 de outubro de 2010 14:14
Í.ta** comentou:

nisso, então, discordamos, caetano. a maior mudança que eu gostaria de ver era alguma alternativa para se acabar com essas lambanças de erros de arbitragem. é humano, claro que é. mas a questão humana fica pra trás quando vemos tantos casos de erros-propositais.

e a opinião do josé mourinho, pra mim, foi a mais pessimista de todas, rsrs. porém, ele não está louco no que diz, não. basta observarmos como as coisas são hoje.

grande abraço!

10 de outubro de 2010 18:52
Clube do Filme comentou:

Bom, eu acho que a violencia tem de ser banida de vez dos estadios.. Mas não concordo com o uso de tecnologia na arbitragem.. acho que o futebol perderia um pouco a graça...

18 de outubro de 2010 21:00

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